SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As ações da Latam negociadas na Bolsa de Santiago do Chile chegaram a cair 52,5% nesta terça-feira (26), após a companhia entrar com pedido de recuperação judicial nos EUA, incluindo afiliadas no Chile, Peru, Colômbia e Equador. As afiliadas de Argentina, Brasil e Paraguai não foram incluídas no pedido de proteção contra falência.

A Latam informou a decisão na madrugada desta terça, via comunicado ao mercado. Logo na abertura do pré-mercado americano (negociações de ações entre 4h e 9h30 da manhã de Nova York), as ADRs (recibos de ações que são negociados nos Estados Unidos) da companhia despencaram e chegaram a cair 45%, encerrando as negociações em queda de 40%, a US$ 1,55.

No horário de negociação regular de Nova York, as ADRs da Latam tiveram sua compra e venda suspensa até 15h40, por determinação da Nyse (Bolsa de Nova York). A suspensão dos negócios é comum nos casos de pedido de recuperação judicial.

Na volta ao pregão, as ADRs da Latam chegaram a cair 61%, mas fecharam em queda de 34,9%.

Na Bolsa de Santiago do Chile, onde a companhia é originalmente listada, as negociações ficaram suspensas até 12h do horário local. Na abertura, caíram 52,5% e as transações foram paralisadas. Ao fim do pregão, fecharam em queda de 36%.

Os mecanismos de suspensão das negociações são uma forma das Bolsas protegerem os acionistas e a companhia de movimentos muito bruscos, como quedas abruptas.

No Brasil, as ações do setor aéreo foram impactadas. A Gol recuou 2,46% e a Azul, 3,85%.

A Azul anunciou nesta terça o cancelamento de um voo extra que faria aos Estados Unidos na quinta (28), antes da medida que impede a entrada de estrangeiros vindos do Brasil no país entrar em vigor. A medida, porém, foi antecipada para esta quarta (27), o que levou a companhia a cancelar o voo.

O Ibovespa, que operou boa parte do pregão em alta fechou em leve queda de 0,2%, a 85 mil pontos. O dólar recuou 1,7%, a R$ 5,3650.

Em Nova York, Dow Jones subiu 2%, S&P 500, 1,23% e Nasdaq fechou estável.