Ações da Copel voltam a subir na Bovespa
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de agosto de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba As ações da Companhia Paranaense de Energia (Copel) voltaram a subir no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), após três dias de queda. Ontem, as ações PN, mais negociadas, fecharam em R$ 8,24, que corresponde a uma alta de 5,64%. Nos últimos três dias os papéis da empresa tiveram perdas de 17%.
Para o analista Wilson Paese, da corretora Omar Camargo, de Curitiba, o mercado superou a interferência do governador Roberto Requião no episódio do cancelamento do reajuste das tarifas. Ao mesmo tempo, interpretou que a iniciativa adotada para reduzir a inadimplência poderá ter boa repercussão junto ao caixa da empresa, completou o analista.
Segundo Paese, parte da reação dos negócios com a Copel deve ser atribuída à recuperação dos negócios em geral, porque praticamente todas as ações fecharam em alta. O índice Bovespa fechou ontem com uma valorização de 2,79.
O corretor salientou que os papéis da Copel teve grande procura e o fluxo de negociação atingiu o valor de R$ 15 milhões, equivalente ao fechamento de 1.012 contratos. Apesar disso, a cotação ainda não recuperou o fechamento da última quinta-feira, quando a ação PN ficou em R$ 9,20 por lote de mil ações.
Por outro lado, o analista de investimentos Marcelo Martenetz, da SM Consultoria, disse que o problema da oscilação dos papéis da Copel não foi o ''risco Requião'', como foi denominado pelo mercado na semana passada. Mas sim à queda do lucro da empresa vislumbrada com o cancelamento dos reajustes.
Para Martenetz, as ações da Copel subiram porque praticamente os papéis de todas as elétricas subiram. Segundo o analista, o mercado acionário está na expectativa da aprovação da reforma tributária, sem muitas alterações, e se essa projeção se concretizar, espera-se uma onda de investimentos e otimismo na economia. Diante disso, a tendência dos investidores é pela compra de papéis de companhias que estão menos valorizados no mercado, como as do setor elétrico, em função da falta de definição de um modelo de desenvolvimento para o setor.


