A BNDES Participações S.A (BNDESpar) conseguiu arrecadar ontem R$ 169 milhões com a venda de ações preferencias noninativas da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Os lotes foram comercializados com um ágio de 11,5% em relação ao preço mínimo, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Os bancos Garantia e Ômega foram os dois maiores arrematadores. A BNDESpar se desfez de todas as ações preferenciais da Copel, que estavam em carteira, ficando apenas com as debêntures, que são os papéis conversíveis em ações.
As ações que a BNDESpar colocou a venda foram compradas da Copel ao longo do ano passado, em diversas operações de venda. Os lotes que estavam com a BNDESpar representavam 11,2% do total de ações preferenciais da companhia energética (sem direito a voto e não conversíveis em ações ordinárias) e 4,48% do capital social da empresa. Segundo o banco, as ações estavam bem cotadas para serem colocadas no mercado.
Somente o Banco Garantia comprou 68% do volume ofertado, enquanto o Banco Ômega ficou com 17%. O restante foi pulverizado entre outras instituições financeiras. Quinze instituições tinham se credenciado através de edital para participar do leilão. O edital de venda das ações foi publicado na última sexta-feira.
A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro abriu o pregão às 13h30 com um preço mínimo de R$ 13,97 o lote de mil ações. Mas as ações foram vendidas por R$ 15,60.
As ações da Copel têm apresentado valorização. Em agosto do ano passado, o preço mínimo foi de R$ 8,10, negociado na Bolsa de Valores de São Paulo. Em dezembro, houve uma queda para R$ 7,80, que foi recuperada em janeiro, quando o preço mínimo fechou em R$ 12,00, o lote de mil.
O capital social da Copel, que é de R$ 546,8 milhões, está dividido da seguinte maneira: o governo do Estado detém 63,3% das ações ordinárias e 62,5% das preferenciais; a empresa Paraná Investimentos detém 21,7% das ordinárias e 13% das preferenciais; a Eletrobrás tem 1% das ordinárias e 5,6% das preferenciais. Em custódia na Bolsa de Valores estão 11,3% das ordinárias e preferenciais. O restante está dividido em pequenos acionistas.

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