O mercado recebeu bem a notícia do reajuste da Copel. As ações preferenciais da companhia, que são as mais negociadas, subiram 1,69% e, as ordinárias (com direito a voto), 1,95%. O Ibovespa fechou com alta de 0,61% e o índice de energia elétrica teve aumento de 1,13%.
Segundo o consultor financeiro Raphael Cordeiro, este aumento era imprescindível para a saúde financeira da Copel. "O mercado recebe bem o aumento, porque assim os contratos estão sendo respeitados", disse.
O professor do curso de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marcelo Curado, afirmou que o aumento vai trazer pressão sobre a inflação. No entanto, ele acredita que o consumidor vai tentar reduzir o gasto de energia, o que pode ajudar a equilibrar a demanda com a oferta.
Um dos setores que deve ser bastante afetado com o aumento é a indústria. De acordo com levantamento realizado pelo Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), a energia tem um impacto de 1,54% nos custos totais das empresas. Com o reajuste, este percentual sobe para 1,95%. Os segmentos que mais devem sofrer com o reajuste são metalurgia, fabricação de produtos de madeira e de produtos têxteis. (A.B.)

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