A Copel Distribuição só teve bom resultado por conta do aumento do consumo de energia por parte dos clientes da companhia e do reajuste tarifário de junho de 2014. A análise é do economista Eduardo Moreira Garcia. Ele disse que o aumento de quase 36% nas contas em março deste ano foi necessário também porque a presidente Dilma Rousseff tinha permitido uma redução de cerca de 24% nas contas de luz em janeiro de 2014, mas essa decisão não contava com a crise hídrica que afetou o País.
Ele prevê que será necessário um novo aumento em junho por conta do setor de distribuição da Copel. Ontem, as ações da estatal paranaense fecharam em baixa na bolsa de valores. As ações preferenciais (as mais negociadas CPLE 6) fecharam em R$ 34,65 com queda de 0,34%. E as ações ordinárias (com direito a voto CPLE 3) encerraram o pregão a R$ 23,99, com queda de 1,55%.
Para Garcia, as ações tiveram queda porque o mercado entende que a demanda por energia será um pouco menor neste ano em função do Produto Interno Bruto (PIB) que não deve crescer. Com isso, os investidores acreditam que é necessário aplicar em outros tipos de papéis ou mesmo procurar aplicações em títulos que se tornam atrativos com a taxa de juros em alta. (A.B.)

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