Curitiba As ações da Companhia Paranaense de Energia (Copel) já caíram 34% neste ano. A queda vem sendo atribuída, pelos analistas de mercado, à situação drástica em que se encontram as empresas do setor elétrico no País, que não conseguem solucionar as perdas que tiveram com o 'apagão' do ano passado.
No ranking das maiores devedoras, a Copel está em 10º lugar com uma dívida de R$ 1,41 bilhão, conforme publicou a edição de ontem do jornal O Estado de São Paulo.
O governo federal antecipou que deverá anunciar medidas de emergência para socorrer o setor. Enquanto as medidas não saem, o preço das ações estão em queda livre. A ação da Copel que foi negociada por R$ 10,20 o lote de mil ações no último dia de 2002, caiu para R$ 7,60 na última quarta-feira. Ontem, depois das declarações do governo federal, o pregão ensaiou uma pequena alta para o papel.
No caso das empresas geradoras e distribuídoras de energia, onde se enquadra a Copel, o prejuízo maior vem sendo provocado pela liberação dos contratos de energia velha, em vigor desde o início do ano. Segundo a legislação, 25% dessa energia precisam ser descontados (vendidos no mercado) e vendidos no Mercado Atacadista de Energia (MAE), cujos valores estão muito baixos. A venda de energia no MAE está cotada a R$ 4,00 o megawatt.
As ações da Sanepar também estão em queda. Em relação ao último dia do ano passado para cá, a queda foi de 10,62%, calculou o consultor Marcelo Martenetz, da consultoria SM Consultoria.
A ação individual da Sanepar negociada a R$ 1,60 no último dia útil do ano passado, foi negociada na última quarta-feira a R$ 1,43. O consultor avalia que essa queda não significa prejuízo na prática e sim prejuízo contábil porque o mercado se recupera.

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