Roberto Castro/AE
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Ponto críticoAntônio Carlos Magalhães, Eduardo Suplicy e Coutinho Jorge: senadores resistem ao aumento do Imposto de RendaO presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), garantiu ontem que não vai mudar sua posição contrária à medida provisória do ajuste fiscal que aumenta o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Segundo ele, a decisão do governo de excluir na MP o limite de dedução das despesas com saúde, dependentes e pensão alimentícia ‘‘representa uma contribuição para negociar, mas não é suficiente’’. ‘‘Acho que o necessário é acabar com o aumento do Imposto de Renda’’, afirmou. ‘‘Eu continuo nessa tese.’’ Magalhães disse que está aguardando a ‘‘decisão soberana do Congresso sobre a medida’’, mas antecipou que vai apresentar emenda à proposta, se os seus colegas não tiverem essa iniciativa.
‘‘Eu não vou negociar’’, assegurou. ‘‘Vou emendar e lutar para que não haja aumento da tributação, principalmente nas faixas mais baixas.’’ Perguntado se uma das alternativas não seria a de isentar do reajuste o assalariado que ganha até R$ 3,5 mil por mês, ACM disse que a idéia ‘‘é uma boa fórmula’’. Ele afirmou que continua confiante sobre a possibilidade de um entendimento entre a posição do governo e o Congresso.
Para o senador, eventuais especulações sobre atritos que a sua posição poderia provocar no relacionamento com o presidente Fernando Henrique Cardoso são ‘‘tão bobas, que não merecem resposta’’. ‘‘Eu sou amigo do presidente, vou ajudar seu governo e ele é o nosso candidato à Presidência da República’’, lembrou.

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