Os advogados que representam os acionistas minoritários do Bamerindus devem se reunir no início de agosto com o presidente do Banco Central, Gustavo Loyola. Eles vão ter o primeiro encontro para discutir como ficará a situação dos pequenos investidores, que perderam o patrimônio quando o banco sofreu intervenção e posterior venda para o banco inglês HSBC. A reunião foi pré-agendada pela assessoria do Banco Central.
Os acionistas minoritários empenhados em rever o dinheiro das ações tinham 3,4 milhões de cotas na época da intervenção. São cerca de 750 pessoas que passaram uma procuração para serem representados pelos advogados. O advogado James Marins de Souza acredita que o grupo possa representar até 30% do total de ações que estavam nas mãos dos pequenos investidores na última semana de março.
O banco tinha 50 mil acionistas minoritários, sendo que 98% eram pessoas físicas. Somente o grupo que decidiu lutar para ter o dinheiro de volta totaliza R$ 109,3 milhões do valor patrimonial das ações. ‘‘Achamos que o grupo é bastante representativo para sensibilizar o Banco Central a encontrar uma solução para o caso’’, afirmou o advogado.
Souza disse que até agora não houve sinalização por parte do Banco Central de que os acionistas minoritários poderão reaver o patrimônio. Neste caso, os investidores devem entrar na Justiça. ‘‘Se houver interesse em conversar de forma amigável, nós estamos dispostos. Caso contrário vamos lutar na Justiça’’, afirmou o advogado.

mockup