Bruxelas - Acionistas da belga Interbrew e da brasileira AmBev aprovaram ontem a aliança que resultará na maior cervejaria do mundo em volume de produção, superando a Anheuser-Busch. A operação que cria a InBev envolve troca de ações e está sendo avaliada em 8 bilhões de euros (US$ 9,66 bilhões).
No Brasil, os acionistas também deram sinal verde para que a AmBev incorpore a cervejaria canadense Labatt, como parte do negócio. Esta operação representa cerca de US$ 5,8 bilhões, sendo US$ 4,8 bilhões pelo valor da Labatt e o restante, em dívidas.''Estamos criando a maior cervejaria do mundo, com três das 20 principais marcas'', afirmou o presidente-executivo da Interbrew.
Entre as marcas destacam-se a Stella Artois, a Beck's, a Brahma e a Antarctica. A Interbrew espera economia de custos com a operação da ordem de 280 milhões de euros anuais, sendo que a AmBev calcula que, para ela, a sinergia resultará numa economia de US$ 190 milhões por ano. Além disso, a empresa brasileira espera aumento de 40% em sua geração de caixa.
Em assembléias extraordinárias em Bruxelas e em São Paulo na manhã de ontem, os controladores das empresas não tiveram muitos problemas para aprovar a operação, anunciada no início de março. Do lado brasileiro, a Previ fundo de pensão do Banco do Brasil e outros fundos votaram contra, como era esperado.
Ficou acertado ainda que InBev será o nome da nova multinacional, mas AmBev manterá seu nome no Brasil, com ações negociadas tanto na Bolsa de Valores de São Paulo quanto na de Nova York. O acordo abre caminho para a Interbrew chegar ao mercado latino-americano de cervejas, do mesmo jeito que a AmBev vai mirar o mercado dos EUA. ''A plataforma global agora estabelecida significará um importante passo para a expansão da companhia para as três Américas e a entrada da cerveja Brahma e do guaraná Antarctica em novos e importante mercados'', afirmou o co-presidente do Conselho de Administração da AmBev, Victório De Marchi, em comunicado.

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