A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) disponibilizou a assessoria jurídica da entidade a todos os filiados que fecharam suas portas no sábado à tarde por causa da manifestação liderada pelo Sindicato dos Comerciários de Londrina. A decisão foi tomada ontem pelo presidente da Acil, José Augusto Rapcham. Segundo nota emitida pela assessoria de imprensa da associação, os comerciantes se mostraram indignados com a forma agressiva com que foram abordados pelos participantes do ''apitaço''.
Na avaliação da Acil, com base nos relatos recebidos pela entidade, o episódio precisa ser investigado pelas polícias Federal e Civil. Os eventuais excessos, afirma Rapcham, deverão ser avaliados por inquéritos policiais. Caso constatado que houve crime os responsáveis devem ser identificados e punidos.
A manifestação de sábado foi convocada pelo sindicato para criticar a abertura do comércio central à tarde, permitida por liminar obtida pela Acil, mas - de acordo com a entidade - acabou transformada num ''arrastão''. Ainda de acordo com a Acil, as lojas do Calçadão, das ruas Sergipe e Benjamin Constant e vias próximas foram pressionadas a fechar as portas pelos manifestantes. Durante o protesto, uma folha de vidro da porta de uma rede de departamentos, no Calçadão, foi quebrada, mas ninguém se feriu.
''Para fazermos a manifestação houve uma assembléia preliminar na sexta-feira. A passeata foi ordeira, normal. A Polícia Militar acompanhou do começo ao fim e não houve tumulto. Toda imprensa estava lá e todo mundo viu'', disse ontem o diretor do Sindicato dos Comerciários, Célio Vila.
Segundo ele, não houve ''arrastão'' porque várias lojas mantiveram as portas abertas mesmo com o protesto. Sobre a porta de vidro quebrada, Vila disse que foi um funcionário da própria loja que, ao fechar a porta com rapidez, provocou a pressão e o incidente.
A polêmica sobre a abertura do comércio do Centro nas tardes de sábado é antiga, mas este mês ganhou um 'tempero' a mais com a liminar concedida pelo juiz substituto da 5Vara Cível de Londrina, Álvaro Rodrigues Júnior. A liminar libera o funcionamento das lojas aos sábados, domingos e feriados das 10 às 20 horas. A prefeitura, que é contra a abertura e vinha autuando os lojistas que abriam além das 13 horas no sábado, ingressou na semana passada com recurso para derrubar a medida, mas até ontem à noite não havia ainda decisão do Tribunal de Justiça.

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