A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) quer mais rigor nas fiscalizações por parte de órgãos como a Prefeitura, Receitas Estadual e Federal e Polícia Federal. ''Estamos acompanhando o processo de instalação desse novo empreendimento e estamos atentos para que o comércio não seja baseado no tripé: informalidade, falsificação e contrabando'', salienta o empresário José Augusto Rapcham, presidente da associação.
Há algumas semanas a Acil protocolou requerimento nos órgãos citados acima pedindo que as fiscalizações sejam intensificadas. ''Esperamos que não sejam feitas nenhuma concessão e que todas as empresas tenham CNPJ e alvarás para que elas já comecem de forma legal'', diz Rapcham. Caso contrário, ele diz que haverá concorrência desleal com o comércio já estabelecido. ''Se for um empreendimento como outro qualquer será bem-vindo, se for informal será um retrocesso cultural para a cidade, não iremos admitir isso'', ressalta.
O imobiliarista Raul Fulgêncio classifica a instalação do camelódromo como ''um absurdo''. ''A Prefeitura está estimulando a contravenção porque a maioria dos produtos vendidos são contrabandeados. É a vulgarização do comércio, uma afronta a quem paga todos os impostos'', comenta. Na sua avaliação, os imóveis localizados ao redor do camelódromo serão desvalorizados. ''Mas não só esses imóveis, toda a cidade será depreciada'', analisa.
Turismo - Já a Prefeitura vê com bons olhos a instalação do novo empreendimento. ''O comércio será regularizado, os produtos terão nota fiscal, haverá geração de emprego e renda e ainda vai estimular o turismo da cidade'', afirma o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella. Segundo ele, todos os boxes terão alvará de funcionamento e pagarão os impostos. Sobre as mercadorias comercializadas no local, o secretário diz que as fiscalizações cabem às receitas Federal e Estadual e à Polícia Federal.
Sella acrescenta que o primeiro camelódromo instalado em Londrina foi inspirado nos shoppings de São Paulo, instalados na Rua Augusta e nas imediações da Avenida Paulista (centro da capital). ''Usamos esses shoppings como paradigma, sabíamos que ia dar certo'', observa. Sobre a concorrência com o comércio da região, o secretário acredita que haverá uma regulamentação do mercado. ''Vai estabelecer quem tiver competência. A instalação de um camelódromo em um local não tem qualquer relação com o valor dos imóveis'', avalia. (F.M.)

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