A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) quer ser parte integrante do processo que tramita na Justiça Federal, em que se questiona a instalação da Estação Aduaneira Interior (Eadi) em Londrina. Para isso, o departamento jurídico da Acil vai encaminhar na próxima semana um pedido à Justiça Federal para entrar no processo como assistente junto à União Federal.
Segundo a advogada da Acil, Ana Cláudia Duarte Pinheiro, se o juiz deferir o pedido, a Associação Comercial passa a ser ré junto com a União Federal.
O pedido se justifica, segundo a advogada, porque a Acil - ‘‘em nome da Cidade’’ - tem grande interesse no resultado da ação. O pedido da Acil será encaminhado à 6ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba, onde tramita a ação popular. De acordo com Ana Cláudia, antes de tomar a decisão, o juiz deverá encaminhar a reividicação da Acil à autora da ação popular - Lindamir Portes Schindler - para que se manifeste a respeito. ‘‘A decisão de acatar ou não o nosso pedido está nas mãos do juiz.’’
Se houver o deferimento, Ana Cláudia explica que a Acil passa a participar de todo o processo. ‘‘Tudo o que a União fizer, como recorrer de alguma decisão do juiz, a Acil também poderá fazer’’, explica. O benefício dessa participação, segundo o presidente da Acil, Abílio Medeiros, é que a entidade vai estar diretamente envolvida na decisão final do processo. ‘‘Queremos defender os interesses de nossos associados e da Cidade’’, diz Medeiros.
O juiz da 6ª Vara da Justiça Federal ainda não se manifestou sobre o pedido apresentado pela Procuradoria da República, em Curitiba, de cassação da liminar que suspendeu a licitação do Porto Seco em Londrina. Vinte empresas retiraram editais de concorrência e estão interessadas em administrar a estação aduaneira na Cidade, mas aguardam decisão judicial para entregar os envelopes com as suas propostas.

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