Acil propõe desonerar frete
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, acredita que uma forma de compensar a distância do porto seria o governo estadual desonerar o frete para estabelecimentos que se instalam no interior. ''Se a empresa depende do porto, ela precisa de um incentivo para montar sua sede longe de Paranaguá'', explicou.
Em visita à FOLHA ontem, o governador Beto Richa (PSDB), afirmou que esta é uma ''boa ideia'' que o governo já vem estudando. ''Estamos levantando o que isso representaria de impacto na receita. Não adianta cobrir de um lado e descobrir do outro'', disse.
Benvenho acredita que o governo está ''comprometido'' com o desenvolvimento do Paraná e ressalta que o Paraná Competitivo é um programa importante. ''Mas é preciso avançar e criar infraestrutura para que o interior também se industrialize'', declarou. Uma condição fundamental para isso, de acordo com ele, é a duplicação da PR 445 até Ponta Grossa. ''Sabemos que o governador está empenhado em gerar caixa para melhorar a infraestrutura'', disse.
Para o diretor de Ciência e Tecnologia do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel), Marcus von Borstel, o Paraná Competitivo é um ''complemento importante para a política de incentivo'' do Município. ''Temos a nossa própria lei de incentivo e, além disso, contamos com atratividade que a própria cidade oferece a quem quer investir'', ressalta. Como atratividade, ele considera a qualidade de vida na cidade, a qualidade da mão de obra e o baixo custo de vida.
Apesar disso, neste momento a Prefeitura negocia apenas um empreendimento de grande porte. ''É uma fábrica estrangeira da área química que vai gerar mil empregos. Estamos dispuntado o investimento com Campinas (SP) e Anápolis (GO)'', informa.
Segundo von Borstel nem mesmo a Prefeitura sabe qual é a fábrica.''Tratamos apenas com a consultoria que a representa. Eles dão o nome de Projeto Amarelo'', declara. (N.B.)





