A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) pode rever sua posição a respeito da Lei da Muralha. No ano passado, a entidade concordou com um projeto do prefeito Barbosa Neto que mantinha a lei, mas reduzia em 20% o quadrilátero no qual os grandes supermercados não podem ser instalados. ''Estamos conversando com outras entidades para chegarmos a um consenso'', afirma o presidente eleito da entidade, Flávio Balan.
O empresário criticou o fato de a Comissão de Trabalho da Câmara - leia-se vereador Jacks Dias (PT) - ter incluído no Código de Posturas a emenda que obriga os postos de combustíveis a manterem uma distância de 1.500 metros um dos outros. A emenda também determina uma distância mínima de 300 metros entre postos e outros estabelecimentos, como supermercados, escolas, hospitais, etc. A emenda está sendo chamada de ''nova Muralha''.
Balan reclama que o projeto foi modificado pelos vereadores após as entidades, entre elas a Acil, discutirem o texto em audiências públicas. ''O Código foi rasgado, mudado na calada da noite. Vamos estar mais atentos para que isso não ocorra'', afirmou. Ele não quis adiantar se a entidade irá pedir à Câmara ou ao Executivo para rever a medida. ''Vamos decidir na primeira reunião depois que tomar posse'', disse. (N.B.)

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