Acil considera área grande demais
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de dezembro de 2016
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Cláudio Tedeschi, diz que a entidade vê com preocupação a disputa em torno da área. Ele considera um "absurdo" o tamanho da zona de amortecimento, que já fez o atual prefeito Alexandre Kireeff (PSD) mudar o local de um parque industrial programado para ser instalado na zona sul. "Londrina está encostada em outros municípios. Não tem muitas áreas para se expandir, para desenvolver a indústria."
Para ele, a cidade não pode prescindir de uma região tão grande. "O desenvolvimento sustentável prevê os pilares econômico, social e ambiental. Precisamos de equilíbrio e não olhar só a parte ambiental", disse Dequech. Ele afirma que as entidades vão se reunir para discutir o assunto e uma das medidas que podem tomar é procurar o juiz do caso para expor suas preocupações.
O prefeito Kireeff ressalta que a Prefeitura não é parte na ação. Mas é afetada com as decisões judiciais. Parte das áreas urbana e de expansão urbana do município se sobrepõem à zona de amortecimento. E toda vez que ela é modificada, é preciso enviar projetos de lei à Câmara corrigindo as sobreposições. "Mandamos um projeto quando o juiz deu a primeira liminar. Depois, com a portaria do IAP (reduzindo a área de amortecimento) tivemos de mandar outro. Agora teremos de mexer novamente", afirma.
Kireeff prega o diálogo em torno do assunto e diz que a "judicialização" é o pior caminho. "Deveríamos resolver essa questão pela conversa e por meio de ações técnicas", ressalta.
O procurador Jurídico do Município, Paulo César Valle, confirma que, devido à tutela antecipada, a Prefeitura está impedida de conceder qualquer tipo de alvará na área, além dos relacionados à atividade rural. "Só podemos autorizar empresas como pesqueiros e restaurantes rurais", explica.
Valle conta que, em conversa com o juiz, ele o convenceu a amenizar a primeira decisão que impedia inclusive a construção de novas casas dentro dos condomínios já autorizados na zona sul. "Ele flexibilizou um pouco e permitiu as obras dentro desses condomínios já licenciados."


