O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Cassa, confirma a queda na movimentação do comércio. No entanto, ele afirma que seria ''irresponsabilidade'' de sua parte arriscar qualquer percentual. Até o final da semana, a entidade espera o resultado de uma pesquisa mensal que deverá apontar quantos lojistas se sentiram prejudicados em agosto.
''Com certeza, a gripe repercutiu um pouco nas vendas. A população estava temerosa'', afirma Cassa. Ele lembra que a Acil tomou medidas para evitar a propagação da doença no comércio, como a sugestão de mudança de horários de fechamento das lojas, higienização, afastamento de funcionários com casos suspeitos e adiamento de promoções. ''As questões de saúde se sobrepõem às questões comerciais'', alega.
Também para ele o pior já passou, embora a população ainda esteja cautelosa. ''No último sábado, segundo conversas que tivemos com lojistas, os consumidores deixaram para ir às compras na parte da tarde. Tradicionalmente, o movimento é maior de manhã''. De acordo com Cassa, o fato pode indicar que as pessoas estavam procurando fugir de aglomerações.
No entanto, de acordo com o presidente da Acil, outros fatores devem ser considerados na atual conjuntura. ''Estamos dentro de uma crise mundial e também não tivemos bons resultados na última safra. Nosso negócio também depende muito da agricultura''. (N.B.)

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