Acidente pode impedir queda dos combustíveis
O acidente de ontem em uma das maiores plataformas de petróleo da Petrobras, em Macaé (RJ), deixou o mercado apreensivo. A expectativa é que o governo não poderá mais baixar o preço dos combustíveis em abril, como era previsto, porque terá de aumentar a importação da commodity, o que é prejudicial para a balança comercial. Já se fala em cifras próximas de US$ 500 milhões a mais no déficit da balança comercial esse ano somente por conta das importações de petróleo que terão que ser elevadas para compensar a queda da produção em Campos.
Apesar do acidente e da confirmação de que o País terá de aumentar em 80 mil barris/dia a importação de petróleo, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, disse ontem que existe alguma chance do preço dos combustíveis cair a partir de 1º de abril. No entanto, como o novo valor será calculado com base na cotação internacional do petróleo e a variação cambial dos últimos três meses, Zylbersztajn considerou que ainda faltam 15 dias para o fim de março e, até lá, a cotação do petróleo e a variação cambial poderão alterar o índice de ajuste.
Por conta do acidente, a Petrobras deverá importar mais 80 mil barris ao dia este ano, e seu lucro será reduzido em R$ 700 milhões, segundo analistas ouvidos ontem pela Agência Estado. A queda das ações da empresa foi instantânea: Petrobrás PN foi o maior tombo do Ibovespa, com um tombo de 6,76%. Petrobrás ON caiu 4,64%.





