Os trabalhadores que utilizaram parte do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para aplicar nos fundos Petrobras criados no ano passado não tiveram perdas significativas resultantes do acidente na plataforma da empresa na Bacia de Campos na quinta-feira. Esses fundos são formados pelas ações de tipo ON (ordinárias, que dão direito a voto), que fecharam ontem em alta de 3%. No dia do acidente, essas ações haviam recuado 4,6%.
Neste ano, os papéis apresentam valorização acumulada de 14,02%. Já as ações PN (preferenciais) da Petrobras, que haviam despencado 6,7% anteontem, tiveram valorização um pouco menor e terminaram o dia com alta de 1,42%. Os papéis lideraram os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo pelo segundo dia consecutivo, com participação de 18,4% no pregão.
Segundo analistas do mercado, os papéis não voltaram a cair ontem porque os investidores entenderam que, apesar dos prejuízos com o acidente, a empresa ainda deve fechar esse ano com lucro bastante expressivo. O mercado projeta que os lucros da Petrobras atinjam US$ 11 bilhões neste ano. Já os prejuízos com o acidente não devem ultrapassar US$ 1 bilhão.

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