Um vagão de uma composição que voltava vazia do porto de Paranaguá descarrilou no último sábado, na altura do viaduto Carvalho, na Serra do Mar. O acidente não provocou grandes prejuízos porque a carga (óleo vegetal) já havia sido descarregada, mas foi o suficiente para preocupar o chefe da Defesa Civil do Paraná, coronel Luiz Antonio Borges Vieira. Ele informou que pretende aprofundar o entendimento entre a Defesa Civil com a Ferrovia Sul Atlântico, responsável pela linha, diante da possibilidade de prejuízos que possam ser causados ao meio ambiente com o transporte de cargas perigosas.
Vieira afirmou que a Defesa Civil fazia exercícios simulados com a Rede Ferroviária Federal, quando a estatal controlava a Malha Sul. Depois, com a privatização, admite que ficou afastado dessa operação porque o transporte ferroviário estava em segundo plano na ordem de prioridades. Esse trabalho era exercido no transporte de cargas perigosas nas rodovias. ‘‘Agora, com a volta da ferrovia no transporte da safra e de mercadorias, a situação volta a preocupar’’, admitiu. Vieira pretende enviar um fax ao conselheiro de Defesa Civil do Codesul, coronel Umberto De Pizzotti, para que reforce o o entendimento entre o órgão e as ferrovias.
O presidente da Ferrovia Sul Atlântico, José Carlos Nunes Marreco, afirmou que o acidente foi ‘‘ natural’’ e não surpreendeu, diante do aumento do movimento dos trens no carregamento da safra agrícola. Marreco não admite que o acidente seja provocado por falta de manutenção. Na sua avaliação, até o ano que vem, quando forem concluídos os investimentos nos 6,5 mil quilômetros da Malha Sul, a situação estará ‘‘ mais tranquila.’’
Marreco informou que em 1997 foram investidos R$ 85 milhões na recuperação da infra-estrutura da Malha Sul, que envolveram a substituição de trilhos, dormentes, vagões e locomotivas. Para este ano, a previsão é investir mais R$ 40 milhões. (V.C.)

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