Foi-se o tempo em que só era possível encontrar produtos antigos nos sebos. A diversificação da oferta cresceu muito e os últimos produtos a invadir as prateleiras dessas lojas são os DVDs, vendidos em média pela metade dos preços das lojas convencionais. Londrina já conta com pelo menos dois sebos com cerca de 50 títulos cada, com os mais variados assuntos, desde filmes com conteúdo erótico até clássicos do cinema e aventuras contemporâneas.
No sebo Paraná (área central), são vendidos no mínimo 30 DVDs por mês, de acordo com o sócio-proprietário Vagner Basques. Com preços que variam entre R$ 10 e R$ 30, os filmes garantem uma boa liquidez ao segmento de usados. ''Não tem preferência, o povo vem aqui e leva de tudo'', diz.
Os DVDs usados até se transformaram em um bom presente de Natal, no final do ano passado. Segundo Basques, a procura por filmes em CD aumentou significativamente em dezembro. As opções são quase as mesmas encontradas nas lojas de DVDs novos e variam entre filmes, shows e festivais de música. E a oferta, segundo Vagner Basques, tende a melhorar, já que o segmento é relativamente novo. ''Com o tempo, o número de títulos aumenta.''
Também na área central, o Sebo Capricho disponibiliza uma parte de suas prateleiras para o novo produto. O sócio-proprietário da loja, Antônio Basques, reafirma o bom giro dos DVDs em sua loja, onde os produtos são vendidos por preços que variam de R$ 10 a R$ 50, de acordo como o valor do título em uma loja normal. ''Vendemos pelo menos um por dia'', afirma.
Os dois comerciantes acreditam na mesma teoria sobre o nascimento do mercado de DVDs usados. Ambos pensam que a circulação desses produtos se iniciou logo após a popularização dos aparelhos de reprodução de DVDs. ''As pessoas compram, assistem duas, três vezes e enjoam. Aí vêm até aqui e me vendem'', conta Vagner Basques, que paga até 70% do valor de revenda para os fregueses, mesmo preço praticado por Antônio Basques. Vágner Basques trabalha com a venda dos filmes desde que abriu sua loja, há um ano. Já Antônio, que mantém o negócio de usados há sete anos, vende DVDs usados há pelo menos dois anos.
Essa popularização é confirmada pelo gerente de marketing da Gradiente, Roberto Goichman. ''A tecnologia está se disseminando e o desejo do consumidor de ter um DVD está cada vez maior'', avalia. ''O DVD, que antes era restrito ao consumidor da classe A, hoje chega à classe B e estamos começando também a ver uma penetração na classe C'', acrescenta.
Problemas como garantia e qualidade dos CDs são facilmente resolvidos nos sebos. Antônio Basques explica que verifica todos os DVDs antes de comprá-los para garantir que não está adquirindo um produto com riscos ou falhas. ''Mesmo assim, se algum freguês comprar um DVD e ele estiver com defeito, nós o trocamos'', conclui. (Com Agência Estado)

mockup