Ação que impedia instalação de Porto Seco de Londrina é suspensa
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quinta-feira, 06 de dezembro de 2001
Benê Bianchi<br>De Londrina 
Quatro anos após ter seu processo suspenso devido a uma ação judicial, a Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Londrina está prestes a sair do papel. A autora da ação, Lindamir Maria Portes Schindler concordou em desistir de sua tramitação, após negociação intermediada pelo secretário da Indústria e Comércio do Paraná, Eduardo Sciarra, que deu a notícia aos empresários da região ontem, em encontro na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
Segundo ele, ontem mesmo seria protocolada uma petição, na 6 Vara Federal, em Curitiba, oficializando a decisão de Lidamir Schindler. Após a suspensão da ação, o processo licitatório para escolha da empresa que gerenciará a Eadi ou Porto Seco será reiniciado, devido a alterações em legislações e necessidade de se encaminhar documentação atualizada do município. ''Vamos agilizar a apresentação desses documentos para a abertura do edital de licitação. Acredito que em seis meses poderemos ter o Porto Seco em Londrina'', considera o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina, Octávio Cesário Neto. Segundo Sciarra, pelos contatos já iniciados, há dois ou três empreendedores interessados em participar do processo licitatório.
O prefeito Nedson Micheleti destacou que a notícia da suspensão da ação judicial é uma ótima notícia para Londrina. ''O que estiver ao nosso alcance será agilizado para que tenhamos o Porto Seco já no próximo ano'', disse.
Sciarra disse que o empenho na instalação do Porto Seco em Londrina faz parte do projeto do governo do Estado em interiorizar o processo de desenvolvimento do Paraná. ''Hoje, temos Porto Seco em Curitiba, Paranaguá, Maringá e Foz do Iguaçu. Em Cascavel, começa a funcionar em maio. Por sua importância econômica, Londrina também precisa ter uma estação aduaneira, que tem se mostrado um importante instrumento de desenvolvimento regional'', comentou.
Sciarra observou ainda que as estações aduaneiras do interior funcionam com mais agilidade e eficiência que os portos e aeroportos, devido a sua integração com a comunidade. ''Elas têm criado condições para a expansão das empresas instaladas e para atração de novos empreendimentos.''
Na ação civil pública que tramita em Porto Alegre, Lindamir Schindler alega a inviabilidade de se instalar uma Eadi numa cidade distante apenas 100 quilômetros de Maringá, onde já existe uma estação aduaneira. De acordo com as justificativas que constam na ação, a Eadi de Londrina poderia inviabilizar a de Maringá.


