Mesmo que se confirme a prorrogação do prazo de vencimento da caução das ações da Copel no Banestado, o governo do Paraná não se livrará da preocupação de encontrar dinheiro para fazer o resgate no futuro. O problema só ficará adiado por um ano. Nesse período, o governo terá de se empenhar para tentar receber o dinheiro dos estados e municípios que emitiram os títulos e os venderam para a Banestado Corretora. Uma das hipóteses levantadas ontem pelo secretário da Fazenda, Ingo Hubert, é executar judicialmente Alagoas, Osasco, Guarulhos e Santa Catarina, o que levaria anos na Justiça.
O Itaú fala do caso com muita cautela. A diretoria do banco informou ontem que o período é de negociação. ‘‘O Banestado confirma que está em entendimento com o governo do Paraná no sentido de viabilizar a prorrogação do empréstimo que tem como garantia as ações da Copel’’, disse a diretoria do Itaú, pela assessoria de imprensa.
A assessoria do Banco Central informou ontem que o governo paranaense fez uma consulta oficial ao banco para que fosse examinado o caso das ações. ‘‘O Banco Central ainda não tem uma resposta para o pedido’’, afirmou a assessoria. (C.M.)

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