Se depender dos ministérios públicos Federal e Estadual, a construção da estrada que liga Antonina a Morretes não sai. O Conselho das Entidades Empresariais está reivindicando a abertura da estrada para agilizar o escoamento de carretas frigorificadas para o Porto de Antonina.
Para impedir a construção da estrada, o MP entrou com duas ações civis públicas na Vara da Justiça Federal em Paranaguá. Uma delas, pede a proibição da construção da rodovia por motivos ambientais. A outra, pede o restabelecimento do ramal ferroviário entre as duas cidades, que foi construído há cerca de 100 anos e que se encontra desativado.
As ações foram propostas após movimentação das Organizações Não Governamentais Amigos das Águas, Sociedade de Proteção à Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e Conselho de Ongs da Região Sul. Jorge Ram, da ONG Amigos das Águas, disse que a região é intocada e se passar uma estrada por lá, certamente todo o ecossistema será afetado.
A América Latina Logística (ALL), responsável pelo restabelecimento do ramal ferroviário entre a estação de Morretes e o Porto de Antonina estava cumprindo a decisão da Justiça, mas a conclusão da obra esbarrou em outra pendência judicial com o proprietário da área por onde passa o ramal ferroviário, que é a família Matarazzo.
Segundo o promotor Sergio Luiz Cordoni, a construção do ramal ferroviário, determinado pela Justiça, atende à ação proposta pelo MP estadual e federal porque é uma alternativa à construção da rodovia. O promotor justifica que o ramal ferroviário também passa por área de preservação permanente, mas ele já está construído há anos e o impacto ambiental já foi provocado.

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