Ação da Copel pode se valorizar
A ausência de chuvas para abastecer os reservatórios destinados à geração de energia no País, que vai amargar um racionamento nos próximos meses, prejudicará também quem investe no setor energético. No curto prazo, o cenário para o aplicador está sujeito a intensos pés-dágua, pois o racionamento de energia elétrica fará as empresas do setor perderem receita, e a consequência pode ser o prejuízo.
Na bolsa de valores, nos últimos dias, os preços das ações das empresas da área já anteciparam o efeito racionamento, mas a queda poderá ser mais intensa.
Ninguém ainda sabe a extensão do reflexo da economia na distribuição de energia, porque o governo tem até o dia 23 para definir o porcentual de cortes para cada tipo de cliente. As distribuidoras que têm maior concentração de clientes residenciais, nos quais a margem de ganho é melhor, poderão sofrer mais se o governo penalizar mais essa categoria, lembra o analista da Sul América Investimentos Felipe Mônaco.
João Marques, analista do Banco Brascan, argumenta que as empresas da Região Sul não vão ter reflexo no curto prazo, como Copel, Celesc e Gerasul, cujo corte de energia deverá ser iniciado até setembro.
O setor acumula rendimento de 26,3% há um ano, enquanto o Ibovespa não registra variação até sexta-feira. Mesmo assim, Brandão acredita que, por conta da forte depreciação de valores, chegou a hora de comprar ações do setor, desde que se observe o longo prazo. Recomendamos as ações da Copel e da Cemig, mas pedimos para evitar Light e Eletropaulo, que têm endividamento em dólar, diz Marques, do Brascan.
Mas, em geral, as boas opções estariam entre as empresas privatizáveis, por causa da disputa dos prováveis compradores. Estão previstas para serem vendidas Celg (Goiás), Ceal (Alagoas), Cepisa (Piauí), Ceron (Rondônia), Eletroacre (Acre) e Copel (Paraná).





