Ação contra Petrobras divide frente e sindicatos
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sábado, 30 de dezembro de 2000
Agência Estado Do Rio 
O anúncio da troca do nome da Petrobras para PetroBrax uniu grupos ligados à oposição em uma estratégia única contra a modificação. Agora que a estatal, orientada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, voltou atrás, começam a aparecer as discordâncias dentro da frente.
Todos comemoram o recuo e se dizem vigilantes, mas a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN) e a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) tem idéias bem diferentes sobre quais os caminhos a seguir. A Petrobras não faz nenhum comentário sobre o assunto.
O presidente da FUP, Maurício Ruben, defende uma ação na Justiça contra a Petrobras para questionar as despesas de R$ 700 mil com a criação da marca PetroBrax e de R$ 1,6 milhão em sua divulgação. Vamos ter de ver uma forma de a Petrobras ser indenizada.
Já o presidente da FPN, deputado federal Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), acredita que uma manifestação pública pode ser uma medida exagerada. Estamos aliviados com o recuo na questão da troca do nome. Não podemos exagerar, senão o ato corre o risco de ficar esvaziado, disse.
Barbosa explica que a FPN também quer esclarecimentos da Petrobras sobre os gastos com a marca PetroBrax. O deputado diz, no entanto, que antes de ir à Justiça, a frente vai pedir antes uma análise no Tribunal de Contas da União (TCU).
O presidente da Aepet, Fernando Siqueira, diz que a entidade não está preocupada em questionar os gastos feitos pela empresa na criação da marca. Acho que não vale a pena brigar por isso. Nossa maior preocupação era com as consequências desta mudança, disse. Mas é a favor da manutenção do protesto em frente à sede da Petrobras, no Rio, marcada para o dia 8 de janeiro.


