Academia nas ruas e parques
O professor universitário Carlos Mosquera, lembra que em Curitiba muitos parques oferecem equipamentos gratuitos para alongamento e exercícios. ''Cada um deve descobrir o que tem perto de casa, tenho certeza que vai encontrar'', afirma.
Não só equipamentos como também aulas, aponta o professor. ''Vale a pena procurar e se informar sobre o que a prefeitura, os clubes, as escolas e outras instituições estão oferecendo'', recomenda.
''Eu mesmo, quando saio para caminhar, vejo uma turma de senhoras praticando tai-chi no Bosque João Paulo II. São muitas delas, firmes ali ao ar livre. Acho a coisa mais linda, e ainda por cima é de graça'', diz o entusiasmado defensor da vida ao ar livre na cidade.
Se a barreira é o clima de Curitiba, Carlos Mosquera logo tem a resposta na ponta da língua. ''Até isso tem o lado bom! Se está mais frio, basta se agasalhar. Se tem sol, aproveite para usufruir os raios solares de manhã cedinho ou no fim da tarde, que fazem bem'', estimula.
Além da caminhada, há uma série de outras práticas que mudam a condição física do sedentário. Mosquera lista algumas: usar a escada em vez do elevador para vencer dois ou três andares, deixar o carro e ir a pé do trabalho para o almoço, mexer no jardim, passear com o cachorro, dançar, passear. A chave desta filosofia de liberdade é que cada um descubra o que pode fazer para se mexer. Opções não faltam.
Também professor universitário, Luiz Carlos Py, de 37 anos, que dá aulas na PUC-PR, é outro defensor da filosofia do ''mexa-se''. Ele explica tecnicamente que o pensamento ''movimente-se, não importa o quê'', tem fundamento na teoria moderna do esporte. Em outras palavras, significa nadar contra a corrente do conforto que a modernidade e a tecnologia proporcionam ao ser humano - cada vez mais fazer tudo de carro e apertar botões, sem se mexer. Conforto falso, pois sedentarismo e maus hábitos de alimentação levam a doenças cada vez mais presentes na atualidade.
''É estatístico. Colocar uma extensão telefônica a mais na casa, por exemplo, traz conforto e menos mobilidade. Pode representar um quilo a mais por ano, porque aquela pessoa vai se mexer menos'', explica Py, ressaltando que a ideia é mesmo aumentar a atividade física habitual sem exageros - apenas deixando de lado as pequenas atitudes que alimentam o sedentarismo. (B.M.)





