Curitiba - A iniciativa privada quer apresentar propostas de programas de desenvolvimento para o Paraná. Para isso, o Sistema Fiep e o Instituto Paraná Desenvolvimento (IPD) discutiram ontem a criação de uma Academia Paranaense de Desenvolvimento, que será integrada por profissionais com doutorado de todo o Estado. O projeto, que prevê a formulação de políticas industrial, social e de desenvolvimento econômico foi apresentado à secretária de Estado do Planejamento, Eleonora Fruet.
Para o coodenador executivo do IPD, Carlos Alberto Gloger, a academia pretende aproximar o conhecimento gerado pelos intelectuais às necessidades das indústrias e das economias das várias regiões do Estado. Gloger ressaltou que não será criada mais uma entidade, porque ela poderá ser abrigada o IPD. O que se pretende é cadastrar todo o trabalho gerado pelos intelectuais e adaptá-los às necessidades da iniciativa privada, para que os trabalhos produzidos tenham mais visibilidade e transparência junto ao empresariado. ''Também é uma oportunidade do acadêmico gerar um conhecimento de acordo com o que a indústria necessita'', afirmou.
A intenção é levar o conhecimento dos doutores para o chão de fábrica. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures, sugeriu que seja adotada a metodologia empregada pelo Conselho Temático Permanente de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico da Confederação Nacional da Indústria, também presidida por ele. ''A academia pode construir, como a CNI, a Rede de Articulação de Competência em Política Industrial e Tecnologia, com informações do que é produzido pelos doutores, especificando o que se produz em cada região do Paraná'', disse.

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