Abril tem o maior superávit desde 94
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terça-feira, 22 de abril de 2003
Renata Veríssimo<br> Agência Estado 
Brasília Com um resultado positivo de US$ 374 milhões na terceira semana de abril, o superávit acumulado pela balança comercial neste mês já chega a US$ 1,082 bilhão. É o maior saldo comercial acumulado para meses de abril desde 1994, faltando ainda sete dias úteis para terminar o mês. Neste ano, o superávit acumulado pela balança totaliza US$ 4,845 bilhões, valor quatro vezes maior que o resultado de US$ 1,165 bilhão registrado entre janeiro e abril do ano passado.
O aspecto mais significativo dos números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) é o de que o aumento do saldo comercial resulta exclusivamente do crescimento das exportações, já que nas importações não houve queda.
Boletim da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostra que a média diária das exportações neste mês (US$ 273,5 milhões) está 29,7% maior do que a média de abril de 2002. As importações (média de US$ 190,3 milhões) registram crescimento de 1%.
Considerando os valores acumulados no ano, as exportações têm alta de 24,7% em comparação com os quatro primeiros meses de 2002, enquanto as importações se mantêm em US$ 13,75 bilhões.
Em abril, computadas as informações até a terceira semana do mês, as exportações somam US$ 3,556 bilhões e as importações, US$ 2,474 bilhões. Na terceira semana, o País exportou US$ 1,192 bilhão e importou US$ 818 milhões. O saldo de US$ 1,082 bilhão só fica abaixo do US$ 1,483 bilhão de abril de 1994. De lá para cá, os resultados foram negativos ou menores que o acumulado até o momento. No ano passado, o superávit no mês de abril foi de US$ 494 milhões.
Segundo a Secex, neste mês houve aumento das exportações de todas as categorias de produtos em relação a abril de 2002. Em termos de média diária, as vendas de produtos básicos cresceram 36,2%, com destaque para soja em grão, fumo em folhas, carnes bovina e de frango, petróleo em bruto e café em grão. As exportações de manufaturados subiram 27,3%, puxadas pelas vendas de óleos combustíveis, laminados planos de ferro e aço, gasolina, motores para veículos, autopeças, móveis e aparelhos transmissores e receptores. Os semimanufaturados apresentaram incremento de 19,6%, em razão principalmente do óleo de soja em bruto, couros e peles, madeira serrada e semimanufaturados de ferro e aço.
Nas importações, os maiores aumentos foram com borracha e obras (43%), adubos e fertilizantes (24,8%), cereais e produtos de moagem (11,5%), combustíveis e lubrificantes (10,8%), químicos orgânicos e inorgânicos (3,6%) e plásticos e obras (1,1%).


