A Associação Brasileira de Internet (Abranet), defendendo os interesses dos provedores de acesso, espera explicações mais claras quanto ao papel dessas empresas com o Marco Civil da Internet, que visa definir os direitos e responsabilidades no meio digital. A entidade também alerta que deve haver cuidado com futuras alterações, que tornem mais complicadas as atribuições dos provedores. A posição da associação foi dada por Eduardo Parajo, presidente do Conselho Consultivo Superior, que veio ontem à Londrina para inaugurar o primeiro data center a cidade.

Um dos aspectos do Marco, que atinge diretamente as atividades dos provedores de acesso, diz respeito ao armazenamento de registros de conexão pelo período de um ano. De acordo com Parajo, desde 2005, quando a associação assinou um documento de cooperação com o Ministério Público Federal para o combate à pedofilia, os provedores guardam os registros (usuário, dia, horário da conexão e número do IP) por pelo menos seis meses. Ele também disse que a ampliação do prazo é razoável e que seria consenso entre os associados.

Mas ainda há alguns pontos controversos no Marco Civil. Saiba quais na matéria de Mie Francine Chiba.

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