A Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas) e o Sindiabrabar (Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba) encaminhou nesta quinta-feira, à presidência do Secovi-PR (Sindicato da Habitação e Condomínios), um ofício com uma lista de reivindicações para amenizar os impactos da quarentena imposta pelo coronavírus na saúde financeira dos estabelecimentos do setor. Na quarta-feira (18), a Abrabar já havia divulgado nota defendendo a suspensão da cobrança de impostos, taxas e multas pelo tempo em que estiverem fechados.

No ofício enviado ao Secovi, as entidades pleiteiam a anistia do pagamento de alugueis referentes a março, com vencimento em abril, garantia dos descontos para pagamento no prazo mesmo quando feitos após a data de vencimento, o parcelamento dos valores não pagos em 36 meses durante o período de duração da pandemia, sem cobrança de juros e multas, o não reajuste dos valores dos contratos e fim das ações de despejo.

Segundo o presidente das duas entidades, Fábio Bento Aguayo, as medidas beneficiariam mais de 60 mil empresas em todo o Estado, sendo 12 mil em Curitiba. Em Londrina, são 1,5 mil empresas do setor. Mas as reivindicações se estendem também aos funcionários desses estabelecimentos. “Nós fomos o primeiro setor a ser afetado pelo coronavírus. Nosso movimento caiu 90%. Estamos pensando não só no empresário, mas no funcionário que mora de aluguel. E nessa hora de crise, a prioridade das empresas deve ser o pagamento dos salários dos trabalhadores”, argumentou Aguayo.

Quando questionado sobre como ficaria a situação do dono do imóvel que vive do dinheiro do aluguel, sindicalista afirmou que “o proprietário vai ter que entender que nós somos atingidos primeiro”, justificou.

Após o recebimento do ofício, o Secovi-PR deverá convocar uma assembleia com seus associados para apresentar o documento e deliberar. O processo deve ocorrer em duas etapas. A primeira será comunicar as imobiliárias que, posteriormente, deverão informar os seus clientes. “Os clientes vão dar a resposta se sim ou não”, disse Aguayo. “O governo federal decretou estado de calamidade pública. Todo mundo está no mesmo barco, afundando.”

O presidente do Secovi-PR não foi localizado pela reportagem.

Doações

Para evitar o desperdício, a Abrabar recomendou que os bares e restaurantes que tiveram de parar suas atividades doem os alimentos perecíveis ou próximos da data de vencimento aos seus funcionários ou a instituições de caridade. “Evitar o desperdício nesse momento é fundamental.”

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