O 13º salário deve ser usado, primeiro, para quitar dívidas, principalmente aquelas que embutem taxas de juro elevadas, como a do cheque especial e a do cartão de crédito. A orientação é de Louis Frankenberg, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e diretor da Personal Financial Planning, consultoria patrimonial.
''O corte de 3,5 pontos percentuais nos últimos três meses na taxa Selic, considerada os juros básicos da economia, não significou nada para o consumidor'', diz Frankenberg. ''Para se ter idéia, a média mensal dos juros cobrados no cheque especial está em 8,34%, e no cartão de crédito, em 10,33%.'' Com os juros nessas alturas, o saldo negativo no banco ou o pagamento mínimo da fatura mensal do cartão de crédito geralmente leva o correntista ou o consumidor à inadimplência. Por isso, a ordem é usar os recursos do 13º para eliminar essas dívidas.
Segundo, ainda de acordo com Frankenberg, as compras de fim de ano, se possível, devem ser pagas à vista, sem nenhum tipo de financiamento, nem mesmo por meio de cheques pré-datados. ''O pré-datado faz o consumidor perder a noção do endividamento.''
Para reforçar a idéia de que as compras devem ser pagas à vista, Frankenberg cita pesquisa da Anefac, com 3.477 famílias da cidade de São Paulo, que aponta quanto cada família compromete da renda mensal apenas com o pagamento de juros. As famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos comprometem em média 35,43% de sua receita com juros; entre 5 e 10 salários mínimos, 33,62%; entre 10 e 20 salários mínimos, 32,95%; entre 20 e 50 salários mínimos, 28,07%; e acima de 50 salários mínimos, 19,08% da renda.

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