O vice-presidente do Sindicato das Indústrias do Trigo no Paraná e da Associação dos Moageiros de Trigo no Paraná, Mário Venturelli, afirmou que o seu setor também está preocupado com o atual quadro do trigo. Durante o debate relatou três propostas enviadas anteontem pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), atendendo a um pedido do governo federal para ''destravar'' a comercialização da safra 2004. Explicou que a entidade se propõe a comprar 600 mil toneladas de trigo de cooperativas do Paraná e do Rio Grande do Sul e para isso solicita do governo verbas de financiamento.
Para agilizar o transporte, a Abitrigo solicita ainda a utilização de navios de outras bandeiras, que não só a brasileira, e no contrato, pede que as embarcações fiquem à disposição das indústrias pelo tempo necessário. ''Este é um problema que depende muito mais do governo do que das indústrias'', apontou.
Flávio Turra, gerente técnico da Ocepar, disse que o governo deveria pagar pelo menos o preço mínimo, estipulado em R$ 400/tonelada, e que fosse prorrogado o vencimento das três primeiras parcelas de custeio do trigo, além da realização de novos leilões de contratos de opção de compra no início do ano. ''O governo deveria viabilizar o Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) para levar a produção do Sul para o Norte e Nordeste do País e também ao Rio de Janeiro e Espírito Santo'', disse.
Venturelli, representando a indústria, observou que o PEP deveria ser viabilizada não só para o Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas para todos os estados do País. ''Só assim a concorrência seria perfeita'', finalizou.

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