O diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, afirma que a entidade prepara estudo para apresentar ao governo, no qual pede uma tributação semelhante à aplicada no Super Simples a todo o setor. Ele diz que a mudança representaria ao menos três vezes menos impostos às grandes empresas e a chance de crescer e competir no mercado internacional. Ainda, a Abit quer que as salvaguardas em relação à entrada de importações sejam atendidas pelo governo federal.
O Super Simples, ou Simples Nacional, atende indústrias que tenham até um limite de receita bruta anual, entre outras questões. Pimentel conta que a tributação para esses empresários varia de 5% a 10% do resultado final, enquanto o restante paga de 20% a 30%. ''Quem está hoje dentro do Super Simples é quem recebe até R$ 3,6 milhões. Se mais gente puder contar com esse sistema, que tem esse nome porque o outro é supercomplicado, as empresas vão crescer e ganhar em capacidade.''
Para o diretor, a desoneração da folha de pagamento pode ser uma das explicações para o crescimento no número de empregos no setor. Porém, ele diz que os efeitos serão sentidos apenas depois do meio do ano.
Ele reitera que o crescimento na produção de 5,3% é animador, mas que apenas coloca o índice em nível semelhante ao de antes da crise econômica de 2008. ''Trabalhamos com a taxa de crescimento de confecções e têxtil de zero a 2% neste ano. É cedo para comemorar'', conta. (F.G.)

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