O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), Paulo Skaf, acredita que a Alca será uma grande oportunidade para que o Brasil ocupe uma posição de destaque no cenário econômico mundial. De acordo com ele, serão necessárias, no entanto, boas negociações para evitar que barreiras não-tarifárias impostas pelos Estados Unidos dificultem a entrada de produtos brasileiros naquele mercado.
Segundo ele, contudo, no primeiro trimestre de 2001, o setor têxtil brasileiro exportou para os Estados Unidos US$ 81 milhões, ao mesmo tempo que os brasileiros importaram US$ 40 milhões de produtos têxteis norte-americanos. ‘‘Somos superavitários e competitivos em relação à indústria têxtil norte-americana.’’
Segundo ele, a alíquota média de importação dos Estados Unidos situa-se em 15%, enquanto a do Brasil é de 18%. Skaf acredita que, se for mantido o ritmo, as vendas da indústria têxtil brasileira poderão chegar ao final do ano a US$ 300 milhões em exportações para os Estados Unidos, com a importação dos EUA de metade deste volume.
Para Skaf, o acesso ao mercado americano interessa ao Brasil, e uma ferramenta de pressão que o Brasil poderá utilizar para facilitar ainda mais o acesso ao mercado norte-americano seriam as reformas tributária, trabalhista e fiscal.

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