Abiquim estuda impacto do IPI
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quarta-feira, 04 de abril de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
A comissão de economia da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) prepara um estudo sobre o impacto no setor gerado pelo aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aplicado sobre resinas termoplásticas e produtos plásticos. As alíquotas foram elevadas de um patamar de zero ou 5% para 15% e incidem tanto sobre o produtos de consumo final como intermediário.
O setor produtivo não aguenta mais os aumentos de impostos, ainda mais no momento em que se discute a Alca. Necessitamos baixar o Custo Brasil, para podermos concorrer com os outros, afirmou o diretor da Abiquim e presidente do Instituto Nacional do Plástico (INP), Alexandrino de Alencar. Ele explicou que o estudo da Abiquim é minucioso e aborda cada segmento transformador de plástico. O resultado será divulgado imediatamente após a conclusão do trabalho.
O Brasil está na contramão. Até o ministro da economia argentino, Domingo Cavallo, só fala em reduzir impostos, mesmo com toda aquela crise, criticou Alexandrino, referindo-se à medida da Receita Federal brasileira. O pedido de aumento das alíquotas foi feito pela Receita ao presidente Fernando Henrique Cardoso em fevereiro, sob o argumento de que a elevação reduziria a evasão fiscal. A solicitação foi acatada pelo governo federal, sem consulta prévia aos setores atingidos, apesar da existência do Fórum da Competitividade do Setor de Plásticos, fomentado pelo próprio governo via Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Desde o dia 1º, a indústria de resinas e a de transformados estão pagando alíquota de 15%, conforme decreto publicado no Diário Oficial da União, em 27 de março. O aumento da alíquota em uma fase da cadeia, a de matérias-primas (resinas) não exime a posterior, de transformados, do pagamento de impostos. Isso vai representar aumento de custos do produto final aos consumidores do varejo.


