Abiove não nega presença de grãos ''modificados''
Lovatelli argumentou com os chineses que se o Brasil não pode negar a presença de transgênicos, apesar da proibição legal, é igualmente fácil verificar que a proporção de grãos geneticamente modificados nas cargas brasileiras é bem menor do que a dos argentinos e norte-americanos, cujas lavouras já são 75% e 90% transgênicas, respectivamente.
Ele ressalta, entretanto, que o importante na questão da soja continua sendo oferta e demanda, principalmente quando envolve a China. Eles são grandes compradores, e sabem que são poucos os grandes fornecedores mundiais. Como dependem de importações, eles não vão se indispor gravemente com os fornecedores, nem colocar um contra o outro, privilegiando um em detrimento de outro, explicou, referindo-se aos Estados Unidos, Brasil e Argentina, maiores produtores e exportadores mundiais de soja e derivados.
Os chineses estão desembarcando soja em seus portos, afirma Lovatelli, e devem prosseguir em suas compras. As importações estão lentas neste momento em parte pela confusão gerada pela nova legislação, mas também porque a China está comprada , esclarece.





