De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), os americanos são responsáveis por 35% dos que os moveleiros nacionais exportam. ''Mesmo assim, somos apenas o 10º país fornecedor de móveis para os EUA'', constatou o consultor Marco Aurélio Lobo Júnior, da Abimóvel.
Segundo Francisco Silveira Prado, consultor de Comércio Internacional da Câmara Americana de Comércio, com sede em São Paulo (SP), os exportadores brasileiros pecam pela falta de conhecimento do mercado americano. ''Eles importam do mundo inteiro o equivalente a três PIBs (Produto Interno Bruto) do Brasil. Entretanto, o Brasil representa uma fatia insignificante devido a vários problemas'', disse.
Outro país que apresenta nichos bons para a indústria brasileira é o Canadá. A América do Norte é o segundo maior exportador de móveis do mundo, mas mesmo assim importa 40% da sua demanda interna. ''A maior parte dos móveis importados vem dos EUA e da China. O Brasil tem conseguido aumentar o número de exportações para lá, mas mesmo assim é um número irrisório. Não consta nem na lista dos 15 principais exportadores (de móveis)'', disse José Paulo Limas Júnior, cônsul comercial do Canadian Trade Commissioner Service.
O workshop sobre mercados emergentes fez parte da programação da Feira internacional de Qualidade em Máquinas, Matérias-primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (Fiq 2004). A feira, aberta domingo, no Expoara, em Arapongas, termina hoje.

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