Curitiba A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) começou a agir para que as empresas do setor se enquadrem nas conformidades que a União Européia (UE) vai exigir a partir de 1º de abril de 2004. Os produtores de compensado de pinus, reunidos ontem pela Abimci em Bituruna (71 km de União da Vitória), criaram um comitê permanente que vai contratar os laboratórios e auditores que farão o processo de certificação.
Todos os produtos que entrarem na UE a partir de abril do ano que vem devem estar de acordo com as especificações de uso de cada item, impostas pela Comunidade Européia. De acordo com o vice-presidente de Relações Internacionais da Abimci, Isac Zugman, isso quer dizer que os produtos embarcados em dezembro deste ano já devem seguir a padronização. As mercadorias certificadas serão identificadas pelo CE Marking, marca que simboliza a conformidade na UE.
Na medida em que o comitê permanente do pinus criar os mecanismos de conformidade, a Abimci vai incentivar as empresas a se adequarem. ''Vamos fazer essas ações em paralelo. Temos que dar agilidade, já que temos menos de um ano para a padronização'', disse Zugman. Para ele, essas exigências tornam os exportadores mais qualificados.
De acordo com a Abimci, foram exportados 354 mil metros cúbicos de compensado de pinus no primeiro trimestre deste ano. Segundo Zugman, isso representa cerca de 5% acima das expectativas para o período. A tendência, segundo ele, é de estabilidade. Os compensados de madeira são o terceiro produto mais importante na pauta de exportações brasileiras e um dos setores que mais gera receita líquida, já que realiza poucas importações. São exportados anualmente cerca de US$ 4,5 bilhões e importados US$ 500 bilhões.

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