Abifarma diz que não houve abuso
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Agência Estado São Paulo 
A Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) não considera que o setor tenha aumentado os preços dos medicamentos de forma abusiva. Segundo o presidente da entidade, José Eduardo Bandeira de Mello, apenas 40 apresentações de produtos farmacêuticos, que correspondem a 0,2% dos 14 mil itens comercializados, estão sendo investigados pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça para se verificar se foram reajustados além da conta. Somente uma pequena parcela pode ter aumentado. Isso não significa, diz Bandeira de Mello, que esse tenha sido o comportamento geral da indústria.
Na quinta-feira, a SDE abriu processo contra o laboratório Hoechst Marion Roussel para averiguar aumento abusivo nos preços de 37 apresentações medicamentos e obrigou o laboratório a retroceder nos aumentos. A maior alta de preços foi registrada no Plasil em comprimidos, que subiu 55,60% entre dezembro de 96 e junho deste ano. Hoje a diretoria do laboratório não quis comentar o assunto porque ainda não havia sido comunicada oficialmente pela SDE.
Segundo Bandeira de Mello, que coordenou ontem à tarde uma reunião com representantes de 45 indústrias farmacêuticas na sede da Abifarma, em São Paulo, para transmitir o recado do governo, outros laboratórios devem estar sendo investigados pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, de acordo com informações do secretário Bolívar Moura Rocha.


