Abic planeja maior exportação de café
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de abril de 2003
Da Redação 
Aumentar as exportações para 30 milhões ou mais de sacas de café por ano e o consumo interno para 16 milhões de sacas é a expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a ser atingida até 2005. Hoje, as exportações estão em 25 a 26 milhões (a grande maioria das vendas externas é do produto em grão) e o consumo interno em 13,5 milhões de sacas.
Para atingir o objetivo, a Abic apresentou um plano de trabalho para o Ministério da Agricultura, em que destaca, entre outros pontos, a necessidade de o Brasil ser mais agressivo na busca de mercado internacional, divulgando a qualidade do produto nacional lá fora; e fazendo propagandas para resgatar o consumo interno que se dirigiu para refrigerantes e outras bebidas.
O presidente da Abic, Guivan Bueno, apresentou números e falou sobre o mercado de café durante o 11º Encontro Estadual de Café, realizado ontem, dentro da programação técnica da 43 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. ''Acreditamos que podemos alcançar facilmente esses números através de uma campanha de valorização do nosso produto'', destaca. Ele diz que um caminho importante para conquistar novos consumidores é também a inclusão do café na merenda escolar, levando as crianças a terem contato com a bebida desde cedo.
''Há uma pesquisa do professor-doutor Darci Lima, da Universidade do Rio de Janeiro, realizada com mais de 6 mil crianças, apontando que as que tomam café regularmente apresentam condição de aprendizado melhor na escola'', cita Bueno.
Na sua opinião, as expectativas para o café, para os próximos anos, são muito boas. ''O Brasil é o maior mercado para o produto brasileiro e ainda temos grandes possibilidades de ampliar nossas exportações, especialmente do café industrializado, que pode agregar até 100% de valor ao produto em grão'', arremata. Bueno afirma que a indústria brasileira tem plenas condições de atender a novas demandas de consumo.
Para Bueno, o maior empecilho para isso é a tradição do Brasil de ser um exportador de matéria-prima. ''Temos que mudar esse conceito e temos condições para isso. Somos o país com a maior e melhor infra-estrutura cafeeira do mundo'', diz.


