O ritmo de crescimento nominal do mercado de franquias foi parecido com o dos últimos dois anos, mas, dado que a inflação de 2017 foi menor, o desempenho do ano foi considerado positivo. A inflação de 2017 medida pelo IPCA foi de 2,95%. Em 2016, quando o crescimento das franquias foi de 8,3%, o IPCA era de 6,29%. Para 2018, a ABF (Associação Brasileira de Franchising) acredita numa aceleração do ritmo de crescimento. A projeção da entidade é de alta de 9% a 10% no faturamento este ano.
"Acreditamos numa retomada moderada", diz Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF, que destacou a possibilidade de o crescimento do setor voltar a ser da ordem de dois dígitos, o que não acontece desde 2013. Para Cristofoletti Junior, 2018 traz desafios por ser um ano eleitoral, mas ele avaliou que "é possível ver um descolamento da economia e da política".
O setor espera que a abertura de novas lojas volte a acelerar em razão de uma recuperação na confiança dos empreendedores. "Há uma mudança de posicionamento de novos empreendedores, que estão mais dispostos a consolidar negócios", avalia.
Para ele, a frustração nas expectativas em 2017 veio de uma menor entrada de novos empreendedores. Ele analisa que muitos desses investidores de primeira viagem no setor de franquias estavam mais cautelosos em razão de perceberem incertezas no ambiente político e macroeconômico. "A expansão das redes não atingiu o esperado e foi feita, sobretudo, por franqueados que já faziam parte da rede". (Agência Estado)

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