Abertura preocupa o setor
O presidente do grupo Siemens do Brasil, Herman Wever, e o presidente da Equitel, Verner Diettmer, manifestaram ontem a preocupação com a indefinição do governo sobre a abertura da economia. Wever mostrou que em 1990 as alíquotas de importação chegavam a 55% e hoje, em média, estão em 13%.
Houve uma queda substancial na proteção dos produtos brasileiros, disse Wever. Verner Diettmer cobra do governo a definição de uma política específica para o setor. Se o governo optar pela redução das alíquotas, nós não precisamos mais de fábricas e nem de funcionários. Vamos precisar de um galpão para estocar o produto acabado e um número reduzido de pessoas para carimbar guias de importação.
Ele deixa claro que a Equitel irá enfrentar a concorrência também importando componentes, caso a política do governo seja de abertura total do setor. O presidente da Equitel não descarta a hipótese de grupos estrangeiros praticarem o dumping como forma de ganhar mercado no País.
Diz ainda que o setor, representado pela Associação Brasileira de Indústria de Eletroeletrônico (Abinee) tem se manifestado oficialmente junto ao governo. Mas existem cinco ministérios envolvidos no assunto e nem todos têm a mesma opinião, lamenta.





