Abertura de mercado beneficia açúcar no Brasil
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004
Agência Estado 
Genebra - O Brasil seria o maior beneficiado por uma liberalização do setor do açúcar mundial. Segundo um estudo publicado pelo Banco Mundial, a abertura dos mercados poderia gerar ao País por ano cerca de US$ 2,6 bilhões a mais em receitas com as exportações de açúcar. O documento, porém, alerta que a liberalização também traria custos para o País de US$ 1 bilhão diante do aumento do preço doméstico do produto.
Pelos cálculos do Banco Mundial, o preço interno aumentaria diante do deslocamento de parte da produção para o mercado externo. Já nas economias onde o açúcar é hoje subsidiado, como nos Estados Unidos e na Europa, o preço do produto sofreria uma queda para os consumidores. Mas mesmo diante do aumento de preços no mercado interno, os ganhos total para o Brasil com a liberalização seriam de US$ 1,6 bilhão.
Segundo a entidade, as exportações brasileiras de açúcar aumentariam 23% e o País, que já domina um quarto do mercado internacional do produto, se consolidaria como principal ator do setor. Para a economia mundial, os ganhos com a liberalização seriam de US$ 4,7 bilhões por ano, 25% desse valor destinado ao Brasil. Um milhão de novos postos de emprego seriam criados nos países emergentes e, mais uma vez, o Brasil seria o principal beneficiado.
Enquanto isso, as exportações européias cairiam em 34% e os países ricos aumentariam suas importações de açúcar em 15 milhões de toneladas por ano. Atualmente, metade da renda dos produtores nas economias desenvolvidas vem de subsídios, e não da venda do produto. No total, a ajuda governamental atinge US$ 6,7 bilhões por ano, mesmo valor obtido pelos países emergentes em exportações.
Com o fim dos subsídios, os preços internacionais do produto também cresceriam em 40%. Segundo o Banco Mundial, além da ajuda governamental dada pelos países ricos o aumento das exportações brasileiras de 1,5 milhão, em 1990, para 11,3 milhões em 2000 ajudar a reduzir o preço da commodity nos últimos anos.


