Abelhas sem ferrão ocupam menos espaço
Abelhas sem ferrão
ocupam menos espaço
Os apicultores que querem diversificar a produção de mel e começar a beneficiar um produto diferente e com mais valor agregado podem optar pela criação das abelhas sem ferrão. Elas ocupam menos espaço e produzem um mel que começa a ganhar mercado no País, principalmente, em setores da medicina. Seis espécies de abelhas sem ferrão estão expostas na Feira do Paraná, no Centro de Difusão de Tecnologia.
O projeto de divulgação deste tipo de abelhas é da Emater, que tem interesse em difundir entre os apicultores as novas técnicas de produção de mel. Entre as espécies estão a Mandassaia, que pode chegar a produzir 15 litros de mel por ano, conforme as condições climáticas, apesar de o normal ficar em torno de cinco litros. Há também a abelha Manduri e a Plebéia, que só produz 400 mililitros ao ano. Há médicos que desenvolveram medicamentos à base do mel da Plebléia para previnir o câncer, afirmou o extensionista da Emater, Eduardo Dias Dornelas. Já a abelha Jataí produz um mel, que ajuda na composição de um colírio para combater o glaucoma.
Hoje, há no País 300 espécies de abelhas sem ferrão, sendo que 12 são exploradas comercialmente. O mel produzido por elas e utilizado em medicamentos pode chegar a custar R$ 50 o quilo, o que representa um ganho elevado ao apicultor. A maior parte destas abelhas tem sido cultivada nas regiões de Foz do Iguaçu, Guarapuava, Prudentópolis, União da Vitória, Lapa e Curitiba. ( C.M.





