Abeiva prevê falta de carros estrangeiros já em fevereiro
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sábado, 18 de janeiro de 1997
Agência Estado 
Arquivo FolhaVeículos retidosImportadoras esperam a falta de carros no mercado em fevereiro por causa dos problemas com o SiscomexSÃO PAULO - A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) prevê desabastecimento de carros importados em fevereiro no mercado, devido às dificuldades que as importadoras estão encontrando para liberar os veículos que chegaram ao País, no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex). Até o dia 14 de janeiro as 20 empresas associadas à Abeiva, que representam 24 marcas de importados, não haviam conseguido liberar nenhum carro, segundo a entidade. Há o risco de faltar carros de algumas marcas.
Apenas a Kia Motors conseguiu liberar, no dia 15, dois pequenos lotes, informa a assessoria de imprensa da Abeiva. Não existe um levantamento do número de carros parados nos armazéns alfandegários. Mas não é uma quantidade pequena, se for considerado que nos últimos três meses do ano passado as empresas venderam em média 5.500 veículos por mês no atacado. A Mitsubishi Motor tem cerca de 1.400 carros parados no Porto de Vitória.
Problema já
começa a
atingir o
setor de varejo
Na quarta-feira, dia 22, haverá uma reunião, no Rio, entre a Receita Federal e os representantes do setor com a finalidade de achar uma solução para esse problema.
Mesmo que a situação seja normalizada até o final deste mês, ainda assim as importadoras não conseguirão vender para o atacado a metade do que venderam nos meses anteriores, informa a Abeiva. O problema já começa a atingir o varejo. Algumas revendas Mitsubishi não estão conseguindo entregar no prazo pedidos de modelos ano 95. O distribuidor nacional da Mitsubishi Motor, Eduardo Souza Ramos, estima que só conseguirá o documento de nacionalização dos os carros no final da próxima semana. Isto se tudo correr bem até lá, afirma. Por conta do problema, ele diz que, em janeiro, terá uma semana de faturamento no mês. Ramos diz que esperava que ocorresse esse tipo de dificuldade, levando em conta o que aconteceu com o Siscomex/exportação, em 94.


