Abecitrus vai ao Oriente para ampliar venda de suco
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de agosto de 2005
Gustavo Porto<br>Agência Estado 
Ribeirão Preto O presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Cítricos (Abecitrus), Ademerval Garcia, segue amanhã para a China em busca da ampliação do mercado oriental de suco de laranja, responsável por cerca de 15% de toda a exportação do Brasil no setor.
Garcia participará, em Pequim, do Congresso da Federação Internacional de Suco de Frutas (IFU). Com a viagem dele, a Abecitrus não terá representantes na audiência pública que debaterá a concentração no setor de produção e exportação de suco de laranja no Brasil, marcada para o mesmo dia, no Senado Federal, em Brasília.
''A China é um mercado novo, de grande potencial, bem como outros países do Sudeste Asiático, o Japão e a Oceania'', disse o executivo. ''Pelo fato de o evento ser na China, conseguiremos conversar com todos os possíveis clientes e é imprescindível a nossa presença'', completou Garcia ao justificar a ausência na audiência.
Depois do encontro, o presidente da Abecitrus seguirá para Shangai em visita diplomática ao consulado brasileiro na cidade, e, depois, ao Japão, também na busca de novos clientes, devendo retornar ao País no próximo dia 27.
Doença Segundo Ademerval Garcia, o setor citrícola brasileiro ''vive um stress'' com o atual cenário de juros altos, dólar em queda e a necessidade de investimentos amplos nas renovações de pomares em virtude do greening (ou huanglongbing, HLB). Considerada a pior doença da citricultura mundial, o greening já contaminou a maior parte dos pomares paulistas, afetando de forma drástica a produtividade.
De acordo com o executivo, a crise política agravou esse cenário em virtude das incertezas que ela traz para a realização de investimentos de longo prazo, como em pomares, por exemplo. ''Realmente houve um esfriamento no ânimo e nos investimentos do setor, justamente no momento em que é preciso um gasto com a tecnificação dos pomares muito alto'', afirmou o presidente da Abecitrus.
Ainda de acordo com Garcia, ''o dólar baixo não é o maior problema e sim câmbio errático'', já que o produtor não sabe qual será cenário no momento da entrega da safra ao processador.


