Abdib aposta na venda da estatal paranaense
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quarta-feira, 10 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De São Paulo 
Pelo menos de dois a três grupos estrangeiros entrarão na disputa pela Copel. A previsão é do presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), José Augusto Marques, que, para formular a estimativa, considerou os contatos efetuados por grupos estrangeiros com a entidade.
''Apostamos no êxito do leilão. O momento não é o melhor, mas não seria lógico o adiamento da venda, pois isto seria uma demonstração da fragilidade'', avaliou. Segundo ele, a desistência da compra da estatal paranaense por algumas empresas representa apenas ''estratégias empresariais''. ''Existe uma manifestação muito grande de investimentos no Brasil. Acreditamos que haverá capital internacional interessado na compra da Copel'', manifestou.
Segundo Marques, após os ataques terroristas sofridos pelos Estados Unidos em 11 de setembro, houve um aumento de procura à entidade por empresas estrangeiras interessadas em investir no mercado brasileiro. ''A nossa atratividade aumentou após os atentados. A América Latina é a região menos turbulenta do mundo e o Brasil é o único País entre os emergentes a reunir bons projetos de infra-estrutura'', sustentou.
Para ele, a economia mundial sofre dificuldades e, por isto, os acionistas dos maiores grupos investidores estão mais seletivos.
Segundo Marques, o Brasil ainda tem problemas regulatórios do setor de energia, mas nada que desestimule as empresas a executarem investimentos de longo prazo. ''Temos atraso no repasse às tarifas de energia dos chamados custos não-gerenciáveis; a aplicação do Anexo 5 aos contratos iniciais de energia; precisamos executar a reestruturação tarifária do setor. Tudo isso faz parte do novo marco regulatório que precisamos'', avaliou.


