A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) não vê com tanto alarde esse início de ano para o setor. Rubens Valentini, conselheiro de mercado da entidade, explica que nos primeiros meses do ano o fenômeno das quedas nos preços se repete. ‘‘A diferença é que neste ano a queda está mais acentuada. Entretanto, não houve redução nos preços do varejo, ou seja, a margem de lucro depois que a carne sai da granja está maior’’, avalia.
  Em relação ao volume de exportações para a Russia, Valentini explica que sempre neste momento o país europeu costuma importar menos. ‘‘Eles buscam uma política autossuficiente. Mas entre março e abril as negociações devem ficar mais claras.’’
  O conselheiro de mercado da ABCS critica algumas atitudes do setor, que no segundo semestre acabou elevando os preços exageradamente, atingindo a R$ 3,60 em algumas regiões. ‘‘Essa ação ocorreu depois que a carne bovina subiu. Entretanto, isso acabou espantando os clientes. Quando você aumenta demais os preços, certamente, vão ter de abaixar depois’’, opina Valentini.
  A boa expectativa é de que os preços se recuperem gradativamente após o Carnaval. ‘‘Acredito que os valores fiquem novamente compensadores. Em relação à exportação, ela vem se mantendo nos últimos sete anos entre 550 e 600 mil toneladas/ano, o que considero de bom tama-nho’’, finaliza Valentini. (V.L)

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