A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-PR) determinou ontem a abertura de processo administrativo para apurar a responsabilidade da CWB Operadora Turística na emissão de pacotes de viagens frios e no fechamento da empresa sem aviso prévio a clientes e funcionários. A CWB encerrou suas atividades na segunda-feira, deixando cerca de 2 mil clientes sem atendimento. O delegado Aníbal Bassan Júnior, da Delegacia de Proteção ao Consumidor, colocou um investigador para tentar localizar o dono da agência, Ricardo Luz, desaparecido desde o final de semana.
O vice-presidente da Abav, Antônio Azevedo, disse que o processo administrativo poderá resultar na expulsão da CWB da associação. O conselho deliberativo da Abav deve dar o parecer em duas semanas. A decisão de punir a CWB foi tomada em uma reunião extraordinária da Abav, que contou com a participação do presidente Felipe Gonzales, que viajou de Foz do Iguaçu para Curitiba para resolver o assunto.
Os diretores emitiram uma nota oficial, que orienta os clientes lesados a confirmarem os vôos e reservas de hotéis, antes de iniciar a viagem. Outra orientação é recorrer aos órgãos de defesa do consumidor.
A preocupação dos diretores da Abav é com o comprometimento da imagem das agências do Estado. Antonio Azevedo garantiu que o caso da CWB é um ‘‘episódio isolado’’ no mercado do turismo. ‘‘Não temos notícias de outra situação como essa’’. Hoje, há 600 agências de turismo no Estado. Destas, 180 são associadas à Abav.
Azevedo acredita que o golpe dado pela CWB fará com que os clientes fiquem mais atentos ao contratar os serviços de uma agência. Ele disse ainda que a orientação para as agência que venderam passagens da operadora CWB é que façam o ressarcimento do dinheiro aos clientes e depois tentem receber da empresa.
O advogado da CWB, Marcos Luz, disse que a agência será reaberta no dia 17 para atender os clientes que tiveram problemas em suas viagens. Mas ele não promete o ressarcimento do dinheiro a quem não tiver como comprovar o prejuízo. Até agora, a Delegacia de Proteção ao Consumidor registrou 14 queixas contra a CWB. O último caso foi o do empresário Carlos Matalon, que pagou quatro passagens de Curitiba para Porto Seguro (BA). Os cheques pré-datados, no valor de R$ 392,00, foram descontados de uma só vez.

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