Abates chegam hoje a Grandes Rios
Em pouco mais de três horas, foram sacrificados ontem os 84 bovinos da Fazenda Flor do Café, em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina). A propriedade foi confirmada como foco de febre aftosa no mês passado e é considerada pelo Ministério da Agricultura (Mapa), o elo entre a doença no Mato Grosso do Sul e no Paraná. Em setembro, 411 animais trazidos do MS permaneceram na fazenda por 10 dias, antes de serem comercializados em um leilão em Londrina.
Hoje, a partir das 8 horas, os trabalhos ocorrem na Fazenda Santa Izabel, em Grandes Rios (110 km ao sul de Apucarana). Serão sacrificados 39 cabeças e somente uma será necropsiada. O rebanho morto ontem foi avaliado em cerca de R$ 56 mil, valor que será dividido entre a União e o Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Fundepec). Os animais foram divididos em lotes de touros, vacas, novilhas e bezerros. Entre eles, 37 pesaram até 12 arrobas; 29 tinham peso entre 12 e 16 arrobas; e outros 18 pesaram mais de 16 arrobas. A cotação da arroba de ontem era de R$ 48.
O sacrifício, marcado para começar às 8 horas, atrasou em 3 horas. A demora foi marcada, principalmente, pela falta de concordância com um documento que deveria ser assinado pelo proprietário, Alexandre Turquino. Neste documento, constava que o pecuarista concordava com o sacrifício sanitário do rebanho. Turquino solicitou que a palavra concordava fosse alterada por ''autorizava''. Acertados os ''detalhes técnicos'', os trabalhos foram iniciados sem a presença da comissão de necropsia, que só chegou na propriedade por volta das 11h30.
Desta vez, antes de serem sacrificados foram aplicadas doses de tranquilizantes em todos os animais, o que facilitou os trabalhos. Segundo o chefe do núcleo local da Secretaria de Estado de Agricultura e do Abastecimento (Seab), Gil Abelin, a média foi de 1,16 tiro por cabeça. Dos 84 animais, apenas 2 serão submetidos à necropsia. ''A lei exige que os bovinos sejam abatidos pelo rifle sanitário, mas é uma pena ver animais sadios sendo mortos desta forma. No entanto, é importante lembrar que a morte de um bovino no frigorífico é muito pior porque o boi demora mais de meia hora para morrer'', explicou. (F.M.)





